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Senadores do Podemos atuam em propostas de proteção às mulheres

Por Imprensa Podemos
Senadores do Podemos atuam em propostas de proteção às mulheres

Pesquisa do DataSenado revela maior incidência de violência patrimonial e dependência econômica entre mulheres com deficiência; propostas no Senado tratam desses problemas

 

Mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência no Brasil já sofreram violência doméstica ou familiar praticada por um homem. O número representa 38% desse grupo, segundo pesquisa inédita do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência apresentada na última quarta-feira (23/09). Entre as mulheres sem deficiência, o percentual é de 25%. A íntegra da pesquisa pode ser lida aqui.

 

Dois dados do levantamento chamam atenção para situações que podem dificultar o rompimento com a violência. Entre as mulheres com deficiência que já foram vítimas, 46% relataram violência patrimonial. Além disso, 48% das brasileiras com deficiência disseram não conseguir se sustentar com o próprio dinheiro.

 

Esses dois pontos também aparecem em propostas que tiveram atuação dos senadores do Podemos Zequinha Marinho (PA) e Styvenson Valentim (RN).

 

Violência patrimonial

 

Zequinha Marinho é autor do PL 295/2024, que amplia a atuação do poder público em casos de dano ao patrimônio da mulher no contexto de violência doméstica.

 

O texto permite que o Ministério Público dê andamento ao processo sem depender de uma queixa da vítima. A proposta foi aprovada no Senado e encaminhada à Câmara dos Deputados em novembro de 2025.

 

Ao apresentar a medida, Zequinha chamou atenção para formas de violência que nem sempre são facilmente identificadas, entre elas a destruição ou retenção de documentos, instrumentos de trabalho, bens e recursos econômicos da vítima.

 

Segundo o senador, a mudança busca “melhor proteger os interesses das vítimas”.

 

O tema aparece com destaque na nova pesquisa do DataSenado. A violência patrimonial foi relatada por 46% das mulheres com deficiência que já sofreram violência, percentual superior aos 39% registrados entre as mulheres sem deficiência.

 

Dependência financeira também dificulta saída da violência

 

Outra situação apontada pelo levantamento é a dependência econômica. Quase metade das mulheres com deficiência entrevistadas, 48%, afirmou não conseguir se sustentar com o próprio dinheiro.

 

Em maio deste ano, Styvenson Valentim relatou na Comissão de Direitos Humanos o PL 5.835/2025, que cria o Auxílio Recomeço, destinado a mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar em situação de vulnerabilidade social e econômica. A iniciativa é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).

 

No parecer, Styvenson destacou que a dependência financeira pode contribuir para a permanência da vítima junto ao agressor e citou “o componente econômico que frequentemente aprisiona a vítima ao ciclo de violência”.

 

A proposta prevê um benefício emergencial e temporário e foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos. Depois da votação, o texto seguiu para análise da Comissão de Assuntos Econômicos.

 

Dificuldade para chegar à rede de proteção

 

A pesquisa também mostra que muitas mulheres com deficiência enfrentam barreiras para reconhecer a violência e buscar ajuda. Entre aquelas que inicialmente disseram não ter sofrido violência, 34% relataram posteriormente situações compatíveis com violência doméstica, familiar ou digital.

 

Na audiência em que os dados foram apresentados, especialistas defenderam medidas para facilitar o acesso dessas mulheres à rede de proteção, como informações em formatos acessíveis, tecnologias assistivas e capacitação dos profissionais responsáveis pelo atendimento.

Foto publicada no site da ASBRAD - Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude 

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