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Quem cuida das mulheres que cuidam sozinhas de seus filhos?

Por Imprensa Podemos
Quem cuida das mulheres que cuidam sozinhas de seus filhos?

Mais de 11 milhões de brasileiras vivem a maternidade solo no país; Renata Abreu defende políticas de proteção que passam por creche, trabalho, renda, saúde mental e apoio às mães atípicas

 

Elas cuidam dos filhos, trabalham, sustentam a casa e administram uma rotina em que quase sempre as próprias necessidades ficam para depois, muitas vezes sem uma rede de apoio capaz de dividir responsabilidades.

Pesquisa da Nexus, em parceria com o Ministério do Turismo, expõe outra face dessa sobrecarga: metade das mães solo nunca viaja a lazer, contra 37% dos pais solteiros. E, enquanto 16% deles viajam quatro vezes ou mais por ano, entre elas são apenas 1%.

O dado não fala apenas de viagem. Fala do pouco espaço que sobra na vida dessas mulheres para elas mesmas. É nesse cotidiano, que envolve creche, emprego, renda e saúde, que se concentra parte da atuação da deputada federal Renata Abreu (SP), com atenção especial às mães de crianças com deficiência.

CRECHE TAMBÉM SIGNIFICA AUTONOMIA

Conseguir uma vaga em creche pode definir se uma mãe solo conseguirá trabalhar, estudar ou buscar emprego. Renata Abreu é autora do PL 764/2023, que busca garantir acesso a creches e pré-escolas próximas à residência ou ao local de trabalho da família.

“Para uma mãe sozinha, a distância pode significar chegar atrasada ao trabalho, perder uma oportunidade de emprego ou não ter com quem deixar o filho. A política pública precisa enxergar a vida como ela realmente acontece”, afirma a deputada.

MÃE TAMBÉM PRECISA SER CUIDADA

A saúde mental é outra frente da parlamentar. O PL 130/2019, de autoria de Renata Abreu, resultou na Lei 14.721/2023, que reforçou a assistência à saúde mental da mulher durante a gravidez e o puerpério.

“Quando nasce uma criança, as atenções naturalmente se voltam para ela. Mas existe uma mulher ali que também precisa ser cuidada.”

A sobrecarga pode ser ainda maior para as mães atípicas. Consultas, terapias, acompanhamento escolar e deslocamentos fazem parte de uma rotina que pode dificultar até a permanência no emprego.

Por meio do PL 1285/2026, Renata propõe assistência psicológica, social e psicoeducativa a pais, responsáveis e cuidadores de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Na área financeira, a deputada é autora do PL 2399/2026, que busca ampliar a proteção de familiares e cuidadores de pessoas com deficiência beneficiárias do BPC, permitindo maior possibilidade de geração de renda sem colocar em risco a proteção destinada à pessoa com deficiência.

“Não podemos falar em cuidado integral da pessoa com deficiência sem olhar para quem está ao lado dela todos os dias. Muitas mães chegam à exaustão física e emocional.”

ATÉ DESCANSAR VIRA PRIVILÉGIO

Os números da Nexus ajudam a revelar uma desigualdade que nem sempre aparece nas estatísticas econômicas. Não viajar, para muitas dessas mulheres, é apenas uma consequência visível de uma realidade marcada por falta de dinheiro, tempo e rede de apoio.

“Essas mulheres não querem privilégios. Querem condições para trabalhar, criar seus filhos, cuidar da própria saúde e construir uma vida com dignidade”, conclui Renata Abreu.

 

Texto – Lola Nicolás

Foto – Luís Felipe Morais

 

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