Planos de saúde passam a oferecer DIU hormonal para mulheres com endometriose

Autora de projeto sobre conscientização e diagnóstico precoce da doença, deputada Renata Abreu comemora nova regra da ANS
A partir de 1º de outubro, mulheres com endometriose terão direito à cobertura obrigatória do DIU/SIU hormonal pelos planos de saúde, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A cobertura inclui o dispositivo e sua implantação.
De acordo com a nova Diretriz de Utilização (DUT 175), terão direito as pacientes com endometriose que apresentem contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados.
A mudança faz parte da atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS e amplia as alternativas de tratamento disponíveis para o tratamento da endometriose.
Para a deputada federal Renata Abreu (SP), que atua no Congresso pela conscientização sobre a endometriose e a saúde menstrual, ampliar o acesso ao tratamento significa também dar visibilidade a uma doença que ainda leva muitas mulheres a conviver durante anos com dor antes de receber o diagnóstico.
“Tem mulher que passa anos sentindo dor e ouvindo que ‘isso é normal’, ‘é exagero’ ou até ‘frescura’. Mas só quem convive com a endometriose sabe o quanto essa doença afeta o corpo, o trabalho, os relacionamentos e tantos sonhos. A nova regra da ANS é um avanço importante para essas mulheres”, afirma Renata.
Renata é autora do Projeto de Lei 4.922/2025, que cria a Política Nacional de Educação e Conscientização sobre Endometriose e Saúde Menstrual. A proposta busca ampliar a informação sobre os sintomas e impactos da doença, reduzir o tempo para o diagnóstico e facilitar o acesso ao tratamento adequado.
O projeto também prevê conteúdos sobre saúde menstrual e endometriose na educação básica, além da formação de profissionais das áreas de Saúde e Educação e da capacitação de gestores públicos e profissionais de recursos humanos para acolher e encaminhar mulheres com sintomas da doença.
DOR PRECISA SER LEVADA A SÉRIO
A defesa do acolhimento às pacientes também está presente em outra iniciativa de Renata que já virou lei. A deputada é autora da proposta que deu origem à Lei 15.126/2025, que incluiu a atenção humanizada entre os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
A lei determina que a atenção humanizada seja um dos princípios que orientam as ações e os serviços públicos de saúde no país.
“Nenhuma mulher deveria precisar implorar para que a sua dor seja levada a sério. Eu quero que cada mulher seja ouvida, acolhida e cuidada de verdade. A sua dor importa”, afirma Renata Abreu.
Texto – Lola Nicolás
Foto – Luís Felipe
Morais
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