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Delegado Palumbo propõe trabalho obrigatório para presos provisórios

Por Imprensa Podemos
Delegado Palumbo propõe trabalho obrigatório para presos provisórios

O deputado Delegado Palumbo (SP) apresentou o projeto de lei que torna obrigatório o trabalho para presos provisórios e autoriza a celebração de parcerias com empresas privadas para a instalação de oficinas, fábricas e linhas de produção dentro de estabelecimentos penais.

O Projeto de Lei 4.901/2026 altera a Lei de Execução Penal. A proposta também estabelece como dever do Estado oferecer vagas de trabalho e estudo a presos provisórios e condenados em proporção equivalente. As informações são do portal “Congresso em Foco”.

Pelo texto, o trabalho do preso provisório deverá ser executado exclusivamente no interior do estabelecimento prisional.

Atualmente, segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar, a legislação estabelece a obrigatoriedade do trabalho apenas para presos já condenados.

Deputado propõe que presos provisórios trabalhem dentro das unidades prisionais e que empresas instalem oficinas nos presídios.

Parcerias com empresas

O projeto determina que a administração pública fomente parcerias, convênios e concessões com empresas privadas para ampliar a oferta de vagas de trabalho no sistema prisional.

Para viabilizar as atividades, o poder público poderá ceder espaços físicos e infraestrutura dentro das unidades penais para a instalação de oficinas, fábricas e diferentes linhas de produção.

Os contratos deverão prever contrapartidas das empresas, como a qualificação profissional dos presos, o fornecimento de insumos e máquinas e o repasse ao Estado de parte da remuneração paga ao trabalhador.

O percentual seria definido em cada instrumento de parceria e utilizado para ressarcir parte das despesas públicas com a manutenção do preso, respeitadas as regras de remuneração previstas na Lei de Execução Penal.

Presunção de inocência

Na justificativa, Delegado Palumbo afirma que a obrigatoriedade não teria natureza de sanção penal nem representaria antecipação de pena.

Segundo o deputado, o trabalho seria um dever administrativo relacionado à custódia e ao funcionamento do sistema penitenciário.

O parlamentar sustenta ainda que a realização de atividades laborais não significaria reconhecimento de culpa, não interferiria no julgamento do processo e não afastaria a presunção de inocência do preso provisório.

Entre as atividades mencionadas na proposta estão serviços de limpeza, conservação e manutenção, produção de bens, serviços internos e oficinas profissionalizantes, desde que compatíveis com as condições físicas e mentais da pessoa privada de liberdade.

Combate à ociosidade

O autor argumenta que a ociosidade dentro dos presídios contribui para a indisciplina, o recrutamento por organizações criminosas e o aumento dos custos suportados pelo Estado.

Segundo Palumbo, presos provisórios podem permanecer meses ou anos aguardando uma decisão definitiva sem exercer atividade laboral, enquanto o poder público arca integralmente com os custos da custódia.

Para o deputado, a ampliação do trabalho prisional contribuiria para a organização das unidades, a qualificação profissional dos detentos e a redução das despesas do sistema penitenciário.

O projeto entra em vigor imediatamente caso seja aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado. A proposta ainda deverá passar pela análise das comissões da Câmara.

Foto: Artur Póvoa – Liderança do Podemos na Câmara 

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