
O Setembro Amarelo chama atenção para a prevenção da automutilação e do suicídio e para os cuidados com a saúde mental. Em 2025, a campanha foi instituída por lei em todo o país, com ações de prevenção e de conscientização sobre o tema.
No Senado, a saúde mental também esteve presente na atuação dos senadores do Podemos em diferentes frentes. Proteção de crianças e adolescentes, ambiente escolar e os impactos da dependência em jogos estão entre os assuntos abordados pela bancada.
Proteção de crianças e adolescentes
O senador Giordano (SP) sempre teve compromisso com o tema. Foi relator, na Comissão de Direitos Humanos (CDH), do PL 4.772/2023.
A proposta trata da atuação dos Conselhos Tutelares no cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes e prevê mudanças na Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.
O texto inclui medidas de prevenção e atendimento, além de ações voltadas à identificação de situações de risco. Atualmente, a proposta continua em análise na CDH, sob relatoria da senadora Mara Gabrilli.
Saúde mental nas escolas
A importância de discutir saúde mental no ambiente escolar também já foi abordada pelo senador Styvenson Valentim (RN).
Em março de 2023, Styvenson se manifestou em defesa do PL 542/2021, do senador Jorge Kajuru (GO). A proposta prevê uma semana dedicada à saúde mental no calendário das escolas de educação básica.
Ao comentar o projeto no Plenário, Styvenson destacou a necessidade de atenção à saúde mental dos jovens.
“A gente não sabe dizer quem tem hoje um problema psicológico ou não. Então, deveria haver essa avaliação”, afirmou.
O projeto já foi aprovado pelo Senado e, atualmente, tramita na Câmara dos Deputados, onde aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Dependência em jogos e saúde mental
Outro alerta veio do senador Zequinha Marinho (PA). Em julho de 2025, ele se posicionou contra o projeto que prevê a autorização de cassinos e bingos no país e chamou atenção para os riscos que associa à dependência em jogos.
“O jogo não é uma atividade inofensiva; ele é uma armadilha, um vício silencioso e cruel, que destrói vidas”, afirmou.
No pronunciamento, Zequinha também relacionou a ludopatia a problemas como ansiedade e depressão e alertou para casos extremos envolvendo suicídio.
O PL 2.234/2022 continua em tramitação no Senado e aguarda deliberação do Plenário.
Um debate que vai além de setembro
Os diferentes temas mostram que a discussão sobre saúde mental também passa por questões presentes no dia a dia, como o ambiente escolar, a proteção de crianças e adolescentes e a dependência em jogos.
O Setembro Amarelo amplia essa conversa durante o mês, mas prevenção, informação e cuidado são necessários durante todo o ano.
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