Sinval Malheiros orienta e alerta população sobre o combate à hanseníase

Jurandyr Bueno
Notícias

O mês de janeiro terminou e com ele a campanha que alerta para o combate à hanseníase, intitulada Janeiro Roxo. Porém, o médico e deputado federal Dr. Sinval Malheiros (Podemos-SP) segue empenhado na orientação à população, abordando o tema durante os mutirões de atendimento realizados em todas as regiões do Estado de São Paulo e por meio das mídias sociais.

Segundo Malheiros, que é médico há mais de 40 anos, a hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para uma pessoa saudável suscetível. Embora tenha cura, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente.

“A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceberem o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase imediatamente”, lembra o deputado médico.

Ainda segundo o Dr. Sinval, nos últimos 10 anos o número de casos caiu no País, mas a falta de tratamento dos casos existentes aumentou o número de pessoas com incapacidade física. “Sabemos que a nossa rede de atenção básica não está funcionando a contento, deveria funcionar melhor, as referências não estão sendo capacitadas, estão sobrecarregadas. Infelizmente, os diagnósticos são tardios. Por isso continuamos cobrando, já que temos como objetivo evitar que mais pessoas sofram com a hanseníase”, ressalta.

E não é de hoje que Dr. Sinval Malheiros está empenhado com esta causa. Em outubro de 2015, com o objetivo de reparar danos históricos, a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, projeto substitutivo de autoria do médico e deputado que autoriza o governo federal a estender aos dependentes a pensão especial destinada àqueles que foram compulsoriamente isolados por decisão do Estado em razão de terem contraído hanseníase

O substitutivo apresentado reuniu trechos de vários outros projetos de lei que dispunham sobre a concessão de pensão especial às pessoas atingidas pela doença e submetidas a isolamento e internação compulsória, permitindo a transmissão do benefício aos dependentes.

“A proposta que aprovamos jamais vai recuperar a dor das vítimas da política de saúde pública adotada entre as décadas de 50 em 80, porém tem o propósito de minorar os sofrimentos psicológicos e sociais dos hipossuficientes que foram separados de seus entes em razão da doença. Ainda hoje seguimos com essa luta, levando informação e mostrando o direito adquirido”, ressalta.

Segundo dados da Secretaria de Direitos da Presidência da República, pelo menos 8,7 mil pessoas contraíram hanseníase no período e foram internadas compulsoriamente em hospitais-colônias. Desde 2007, por meio da Lei Federal 11.520, pessoas submetidas a essas condições passaram a ter direito a pensão de um salário mínimo e meio. “Nossa proposta estende ao filho daquele que foi separado da sociedade a também ser preceptor da indenização”, reforça.