Dr. Sinval alerta sobre tuberculose: “Grave problema de saúde pública”

Jurandyr Bueno
Notícias

Como médico há mais de 40 anos e deputado federal, Dr. Sinval Malheiros (Podemos-SP) é o convidado especial do programa Câmara Debate” para falar sobre uma doença infecciosa, transmissível pelo ar e que compromete principalmente os pulmões: a tuberculose. A entrevista exibida amanhã (24), às 23h, com reprise na quarta, às 8h e às 20h30.

A doença voltou à mídia por atingir um grande nome da música sertaneja. Após passar mal e ser internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a cantora Simaria Mendes, da dupla sertaneja Simone & Simaria, foi diagnosticada com tuberculose ganglionar.

Acompanhado da também médica e deputada federal Zenaide Maia (PHS-RN), Malheiros fala sobre os elevados índices de mortalidade e morbidade e considerou a doença como um grave problema de saúde pública no Brasil. “Seguimos empenhados na orientação à população, abordando o tema durante os mutirões de atendimento realizados em todas as regiões do Estado de São Paulo e por meio das mídias sociais. O objetivo é sensibilizar a população sobre a importância de se prevenir contra a doença.”

O deputado médico lembra que algumas ações importantes estão sendo desenvolvidas no País, como o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, do Ministério da Saúde, que define indicadores e ações para reduzir a incidência da doença, que hoje atinge 32,4 entre 100 mil habitantes.

Segundo o Dr. Sinval, “a tuberculose é transmitida pelo ar a partir de um indivíduo com doença ativa envolvendo a via respiratória ou os pulmões. As bactérias estão contidas em pequenas gotículas transportadas pelo ar, expelidas quando o doente tosse ou espirra. O contato se dá quando um indivíduo não infectado inala essas gotículas”.

Pessoas portadoras do vírus HIV, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, idosos doentes, usuários de álcool e outras drogas e tabagistas são mais propensas a contrair a tuberculose por terem o sistema imunológico deficiente baixo. Esses pacientes compõem os principais grupos de risco.

Dados de 2016 da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que em 2015 10,4 milhões de pessoas adoeceram com tuberculose e 1,1 milhão de pessoas soropositivas contraíram a doença.

O ministério informa que os maiores índices de mortalidade se concentram no Rio de Janeiro e em Pernambuco, com 5 e 4,5 óbitos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. Empatados, o Distrito Federal e o Tocantins têm as menores taxas, com 0,5. Amazonas e Rio de Janeiro são as unidades com maior risco para a doença.

Para o Dr. Sinval Malheiros, as mortes ocasionadas pela doença são “inaceitáveis”, diante do diagnóstico simples e do “acesso universal” ao tratamento oferecido ao doente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).